Comentário de Rosário Coimbra à Tertúlia #6

Rosário Coimbra

Tertúlia #6

A tertúlia da passada sexta-feira foi, para mim, uma das mais bem sucedidas de todas a que assisti. A sala estava à pinha, o que diz muito do prestígio que a Oficina, passo a passo e sustentadamente, vai conquistando no espaço público (assim se regionaliza…). Sem demérito para os restantes, destaco dois intervenientes que, postos a oradores, fariam outra estimulante tertúlia: o Carlos Guimarães Pinto, pelo vanguardismo limpo, inteligente e sensato da sua intervenção, lamentavelmente irrelevada pelos oradores; e o Manuel Pinheiro, auto-confessado comunista com cuja opinião sobre a regionalização discordo mas a quem reconheço, e admiro, uma (incomum) capacidade argumentativa consistente, racional e reflectida – aquela que com que se desenrolam conversas (tertúlias) galvanizadoras. Sentada ao lado do Paulo Alcarva, lamentei que para o Camilo Lourenço a regionalização seja uma questão geográfica e não um modelo de governação. Não ouvi todos os “questionantes” (a Margarida Bentes Penedo, o Luiz Rocha e o António Xavier); assuntos inadiáveis obrigaram-me a duas deslocações ao jardim, onde tertuliei com o Helder Ferreira. Grande moderação do Alexandre Mota, primorosa reportagem do Telmo Azevedo Fernandes, inexcedível podcast do Vitor Cunha, que não ouvi mas aposto o que quiserem que está um brinquinho. Termino com a sugestão que já faço há décadas: convidar oradores mais conflitantes – isto é, transformar a coisa num Prós e Contras.

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