Direcção
Presidente: Telmo Azevedo Fernandes
Vogal: José Bento da Silva
Vogal: Manuel Pinheiro

Assembleia Geral
Presidente: Helder Ferreira
Vogal:  Alexandre Mota
Vogal:  José Meireles Graça

Conselho Fiscal
Presidente: Alexandre Mota
Vogal: Helder Ferreira
Vogal:  Ricardo Dias de Sousa


José Meireles Graça

José Meireles Graça não divulga a idade por não se achar com a idade que um pai de duas filhas, uma maior de 30 e outra de 40 anos, se supõe que tenha. Tem gostos precisamente delimitados à mesa, e ainda no que respeita a camisas, sapatos, música e viagens. Gostaria que os seus concidadãos pudessem todos ser o que o potencial com que nasceram lhes permitiria ser, se as circunstâncias que sucessivas escolhas políticas criaram não atrapalhassem; e acredita que uma das liberdades desestimadas entre nós é a de criar riqueza. No início da década da cornucópia dos milhões europeus e do agora-é-que-vai-ser, cofundou a sua primeira empresa. Ficou, e continua, um empresário do Vale do Ave, com muitos dos tiques da classe: do Estado quer distância, excepto se o Estado for suficientemente tolo para lhe dar alguma coisa – caso em que imagina que, se não aproveitar, os seus concorrentes o farão; sabe que puxa uma carroça cujo boleeiro o despreza por desejar em vez de um burro obstinado e lusitano um puro-sangue – que todavia não puxa carroças. É especialista em ideias gerais e, sem querer, tem tendência a pensar fora de quadros e modas, embora as suas baias sejam, em economia e política, as da direita liberal ou reaccionária – tem dias. Escreve para desenfastiar, com o secreto desejo de atingir um número de leitores superior a um dígito.


Ricardo Dias de Sousa

Nascido antes do PREC, nunca deixará de estar agradecido à propaganda revolucionária de Abril por lhe ter inculcado a importância da liberdade em toda e cada referência ao socialismo que, alegremente, iam construir. Mesmo se por liberdade, Ricardo e propagandistas revolucionários, afinal, não se estivessem a referir à mesma coisa.

Talvez por isso mesmo, cedo começou a perceber certas incongruências entre o discurso e a prática revolucionária em curso, o que o terá levado, com sete ou oito anos, a perguntar ao pai porque é que a Alemanha Democrática era a outra.

Desprovido de um dom especial que pudesse explorar comercialmente, um familiar que lhe providenciasse um estipêndio, ou a subserviência necessária para poder viver da teta marsupial do estado, fez-se à vida e foi trabalhar nos mercados financeiros sem ter muita ideia de o que eram nem para que é que serviam. Por incrível que possa parecer, 20 anos depois continua metido nisso.

Já em Espanha, para onde emigrou em 2004, começou a ter contacto com as ideias da Escola Austríaca as quais, como diria Fernando Pessoa sobre a Coca-Cola, primeiro estranham-se, depois entranham-se. Em 2012 increve-se no Master de Economia da Escola Austríaca do Professor Huerta de Soto e vai finalmente aprofundando conhecimentos nesta magnífica e vasta tradição, infelizmente pouco divulgada, mas muito melhor apetrechada para responder às ansiedades do homem moderno que qualquer teoria da alienação marxista, existencialismo ou pós-estruturalismo desconstrutivista. Também não era difícil.

Desde então dedica-se à divulgação de temas relacionados com a Economia, desde uma perspectiva da Escola Austríaca, em part-time, quer dizer, sempre que lhe peçam e às vezes, muitas vezes, também quando não lhe pedem. Nunca cobrou por isso, mas não perde a esperança.